quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Nerd is the new black.(para ler ouvindo Wish i could fly like Superman-The Kinks)

Passêie por shoppings,entre em lojas de roupas,vislumbre vitrines de lojas de brinquedos,observe os filmes em cartaz;eles estão em todas as partes da mídia,moda e entretenimento.Arrisco-me a dizer que os super heróis nunca estiveram tão populares,as séries tão assistidas,salas de cinemas tão disputados,livrarias tão ocupadas...

Enfim,a cultura pop está por toda a parte,e não é algo necessariamente recente,afinal,grandes lançamentos no cinema já  provocavam crescimento na bolsa de valores norte americana desde 1977, com o lançamento de ¨Uma nova esperança ¨acumulando diversos itens de merchan.Mas realmente nunca se viram tantos quadrinhos vendendo desde os anos 90 com a popularização do desenho dos ¨X-men,¨ com tamanha popularidade herdada de uma série de filmes fenômeno de bilheteria.o que antes poderia ser facilmente considerado um nicho,com o estereótipo recorrente de jogadores de RPG, e frequentadores de lojas de quadrinhos se subtraindo cada vez mais.Há espaço para todo tipo de consumidor,com editoras procurando atingir cada vez mais os mais diversos públicos fica evidente que existe uma procura por espelhamento,com séries como a recente ¨Batgirl¨ na ¨DC comics¨ e a ¨Miss Marvel¨,na ¨Marvel comics¨,as editoras de quadrinhos norte americanos tem de a se fixar nos mais diversos nichos sociais e culturais;as adolescentes amantes de tecnologia não precisam folhear muito para encontrar sua super heroína mensal,assim como existe um apelo para a comunidade LGBT  e de outras nacionalidades América a fora.O espelhamento não é um fator essencial para atrair novos públicos,mas realmente chama a atenção inicial de desavisados.Só a qualidade da revista acaba atraindo outros leitores e consequentemente o sucesso de tal personagem.

Já existem pessoas apontando  o fenômeno pop como uma moda passageira,mas a bem da verdade é que enquanto existirem pessoas procurando um pequeno refúgio da banalidade da vida cotidiana,ou um simples entretenimento para se atrelar,ainda haverá personagens aos quais desfrutar  boas histórias,sem contar o fato de que existem filmes de encapados marcados até a outra década,produtores afirmam que sempre haverá retorno financeiro se tratando de naves e monstros,e no fim do dia todo engravatado sentirá falta das aventuras que acompanhava quando menor.














Tá no Netflix: The Wolfpack -Documentário. (Para ler ouvindo: Daylight-Signe Marie Schmidt)

Você Já ficou em casa o dia inteiro assistindo Tv?                

Se  sim,se sentiu um tanto quanto claustrofóbico,impaciente ou inútil? 

https://www.youtube.com/watch?v=rDbqcMfUdlI

8/10

The Wolfpack (ou Os irmãos lobo),é um daqueles documentários que vai fazer você se sentir um pouco mal,perceber um pouco das esquisitices de uma megalópole,fazer você querer sair mais de casa,limpar mais seu apartamento...mas no fim,você vai ter aquela esperança e  quase lágrima inflamando seu rosto.

O filme  relata  um pouco da vida e cotidiano da família Angulo,nos sete filhos fruto de um casamento instável entre uma  Americana nascida e criada no sul dos Estados Unidos,e um mexicano meio hippie anti capitalista,eles decidem se mudar para Nova York afim de  prosperar financeiramente para então partir para um país na Europa onde acredita-se que haja uma qualidade de vida melhor para eles e seus filhos,com os planos falhando eles acabam por morar em um bairro violento de Nova york e após sofrer alguns traumas ao se socializar na cidade ele decide que a melhor coisa a se fazer é privar sua família do convívio social da cidade grande,a partir disso,Mukunda e seus irmãos acabam vivendo com  insegurança,confinados em um apartamento precário,seus únicos contatos com o mundo exterior era a partir de filmes,tv, música e  pequenas janelas os separando do caos urbano.
O longa retrata a vida da família e a jornada para a libertação de tal paranóia,entrada para o mercado de trabalho e independência do pai muitas vezes representado como um privador de tais direitos,como haviam poucas formas de entretenimento,Mukunda e seus irmãos assistiam repetidas vezes filmes  trazidos pelo seu pai em formato de VHs e DvD, práticando   refilmagens de seus filmes preferidos(á lá Rebobine por favor),com diversas referências a filmes do Tarantino e outros tanto clássicos.

Comercial faz mal? (Para ler ouvindo Video killed the radio star-The Buggles)



Sabe quando você está atrasado para ir ao cinema,a sessão ja começou,sente que não há mais esperança,ignora pipoca,refrigerante e banheiro,só pra conservar alguns poucos minutos de créditos inicias,ao finalmente encontrar a sala e depois de esbarrar em algumas pernas desavisadas,conferir se seu assento realmente é o seu assento  só para evitar futuras interrupções ao longo do filme,aí você se depara com uma propaganda de celular,e depois outra,caso você ainda não esteja conevencido,em seguida vem uma série de...´programinhas´,avisos,trailers...bem,se você comprou aquela pipoca e refri maroto,é provável que eles não sobrevivam aos 10 primeiros minutos do filme.
Não é só no cinema em que estamos sujeitos a uma quantidade maçante de propagandas,a internet é quase um inferno publicitário,com banners abusivos com seus minúsculos X´s,aqueles 5 segundos antes do vídeo e a propaganda mesmo dentro do vídeo,nas ruas cartazes passam despercebidos em pontos de ônibus,mas espere que ele vai voltar a te assombrar na contracapa da revista.
Por  morar em uma metrópole é normal estar sujeito aos ´advertisements´,uma vez que empresas e vendas já são a muito tempo parte essencial da economia,mas de certa maneira parte da inventividade foi se transformando em pura insistência,já não são mais produtos e serviços de certa forma relacionados que dão as caras,o público alvo é qualquer público,grandes empresas remetem a ´momentos especiais de amor´ para vender um refrigerante já líder de mercado,existe a publicidade agradável e a abusiva,a agradável te faz refletir sobre o produto,talvez uma propaganda inserida discretamente,como o Frank Wonderwood e seu Playstatio 4, a abusiva  pode ser de bom gosto,e nesse caso você
 vai cantar o jingle junto e talvez compre o produto,e não a nada de errado nisso,propagandas desse tipo fizeram parte de milhares de vidas e são lembradas de forma nostalgica  ate hoje,mas,por algum motivo,jovens se estranhamente se divertindo com algum produto se tornou um habito  um tanto quanto incômodo,mas ainda sim divertido de se criticar,além daquelas que apelam pra sexismo e personalidades famosas que claramente não tem atuação como seu ponto forte.

Exemplo de Sexismo:

Publicidade interativa e discreta:




Ficou interessado? http://adsoftheworld.com/media/ambient/volkswagen_hospital_elevato http://www.b9.com.br/60805/podcasts/braincast/braincast-164-adblock-o-colapso-da-publicidade-online/

Sobre Trilhas sonoras e streaming de músicas. (para ler ouvindo: Life is a highway /Tom Cochrane)


Sabe quando você escuta uma música e então sua mente entra em um rápido devaneio afim de reconhecer onde ouviu a mesma anteriormente?Quando a música te remete imediatamente um filme ou série?claro,que em tempos de Shazam (popular aplicativo capaz de reconhecer músicas através de captação de áudio e apresentar informações relacionadas a ela) não é preciso passar longos e tortuosos minutos em busca da conexão,mas... 

Eu estava matutando pelo tão famoso,e particularmente muito eficaz, ´Spotify´ em busca de  Soundtracks (ou seria Songtracks?),
quando me deparei com um comentário de que não se faz mais  filmes com músicas poderosas dando seu tom,por uma fração de segundo concordei,mas após uma análise nada profunda tomei contrapartido, é só assistir qualquer trailer de filmes com personagens superpoderosos,mas é notável que  muitas músicas utilizadas são já ´manjados´ clássicos do Pop ou Rock,talvez o problema esteja na falta de encorajamento nos músicos atuais,como quando eu assisti ao trailer de Joy(longa estrelado com a já conhecida ´patota´ Jeniffer Lawrence e Bradley Cooper)fiquei um tanto quanto surpreso ao ouvir o tema inicial de Sound and Color (Alabama Shakes)mas o trailer não vai além,e se segue um instrumental completando o tema desse trailer,o que não ficou ruim,apesar desse ser um daqueles trailers que felizmente fala muito mas não fala nada.A mais notável e  recente trilha de que me lembre é a de Guardiões da Galáxia,a trilha é quase um personagem do filme,com aparições pontuais que nos relembra o passado do personagem principal,mas é uma trilha totalmente embalsada em hits dos anos 70 e 80,mas certos diretores ainda experimentam músicas recentes em sua trilhas,marca registrada de Quentin Tarantino,as músicas  distoam do clássico rock de estrada para passear por vários gêneros e momentos,talvez os principais críticos nesse assunto,sejam os amantes dos ´anos de ouro do Rock´,é comum em filmes da década de 70 e 80 ouvirmos grandes montagens embaladas em  Rock´n Roll,talvez não seja uma questão de ´antigamente eles pensavam mais nisso´,gosto e notoriedade são fatores para se levar em conta,para  completar,dois filmes ainda me surpreendem quanto a sua trilha atual,bem...50 tons de cinza realmente possui tal atributo,com Crazy in love ao fundo,você pode até criticar o  filme mas a sua trilha ,para muitos é  sinônimo de oscar,no mais exite uma maior notoriedade ao pop,é mais uma questão de gosto,se você gosta de  ´Happy´ em meu malvado favorito  2 ou se fosse odeia essa música que perambula por comerciais de carros como um zumbido de mosquito sempre atacando  quando menos se espera,como grande saudosista que sou pretendo,fazer uma lista das 10 melhores e mais icônicas trilhas sonoras das telonas,mas afina,Born to run do Bruce Springsteen toca em algum filme ou não? se quiser saber quais outras trilhas estão em alta,bem,acho que tem um Oscar pra isso

Por que fazer um Blog? (para ler ouvindo:Keep the Customer Satisfied-Simon and Gurfunkel)

Já e de costume comentar que a internet é o maior banco de informações e produção de conteúdo na história da humanidade,além disso,conforme se confirmou nos últimos anos,é uma plataforma mais do que essencial para divulgação de história e opnião.A muito tempo existem ferramentas e sites utilizados para expressar aqueles ´que tem muito a falar e poucos a ouvir´,o youtube (talvez por piração minha  tenha o som convidativo de ´you to be´) se tornou uma plataforma,mais recentemente,muito promissora como uma evolução de ´diários online´,mas ao contrário do youtube,que é mais voltado,muitas vezes,para a produção de conteúdo com retorno financeiro, ou que  se faça necessário de um certo conhecimento em edição de vídeo e investimento em parte técnica,pois se faz necessário de um apelo visual para manter o interesse do público,em contrapartida atualmente é comum vermos uma maior visibilidade e alcance nos  ´vloggers´,mas isso não signifique que o bom e velho blog esteja morto,porta de entrada para muitos aspirantes a jornalismo,o blog oferece um método mais prático para o compartilhamento de ideias,links e simples indicações,sem contar que beneficia a escrita de quem lhes comunica,por essas e outras essa é a primeira publicação do Pensamento,Prosa e Pretérito,blog dedicado a....bem,qualquer coisa,afinal,não é para isso que serve a internet?aguarde um aprimoramento na escrita e conteúdo,contos,crônicas,dicas...