terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

What can i do?
i am just the kind of fool  who can´t stop  thinking of you.

Três sombras (Para ler ouvindo: Sometimes-Kimya Dawson)

9/10
                                                    Preço de capa:R$:44,90 Até onde você iria para evitar a morte de quem ama?
Três Sombras é uma história intrigante,repleta de aventura e emoção;com um traço que se altera entre o cartunesco e poético,acaba se tornando uma leitura acessível,tanto para um público juvenil,quanto para o mais maduros.

A trama tem como ponto de partida,em uma pequena casa rural e isolada,Joachin e  seus pais Louis e Lise,tem seus dias de comodidade e alegria ameaçados pela estranha e ameaçadora presença de Três sombras,que os espia causando desconforto e angústia,vistas como um presságio para uma possível morte,Louis e Joachin são seguidos pelas criaturas que tentam despistar ao longo de  uma aventura  onde encontram personagens de moral duvidosa e longos e tortuosos  caminhos.

Apesar de ser uma obra com um traço tipicamente  voltado para crianças,a história trata de temas  fortes,contando com cenas que desafiam a compreensão dos mais jovens e que acabam emocionando os mais velhos,alguns momentos acabam resultando em diferentes interpretações,lembrando bastante ¨Bone¨ de Jeff Smith,portanto,uma leitura igualmente ágil e primorosa com uma identidade típica de Hqs Europeias.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

O mundo de Aisha (Para ler ouvindo: Dance indra-Ananda Shakar)

8/10

O mundo de Aisha,A revolução silenciosa das mulheres do Iêmen,é uma graphic novel extremamente documental,a arte é simples,ás vezes acaba deixando á desejar,porém,tem o trunfo de utilizar fotos ao longo da narrativa,o que acaba dando  ao leitor um pleno entendimento de uma 
 sociedade  contraditória       (Preço de capa:39,90)  para padrões ocidentais.                  

O livro é composto por diversos relatos em forma de narrativa gráfica,em cada conto o leitor acaba por se chocar  com testemunhos de mulheres extremamente  acuadas por figuras masculinas opressoras comuns na sociedade Iêmen,onde é incomum a independência da figura feminina,além de sua super exposição,cerca de 95% das mulheres utilizam niqabs  (véu integral que cobre completamente a cabeça e o corpo,de uso quase obrigatório,já que a sociedade muitas vezes repudia  as não adeptas),mas ainda assim,certas estórias relatadas têm como ímpeto um fôlego de independência gradual,¨A religião não muda,são as pessoas que mudam¨,portanto,Aisha se consolida como um retrato essencial sobre as culturas do Iêmen e tantos outro países estranhos á perspectivas  ¨ocidentais¨.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016


HAIKU.

Maybe the pigeons are getting dumber
nor is summer, and seems to have more
feathers buried in the asphalt
maybe they were only relying more on mankind.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Tá no Netflix: A procura de um caminho (Para ler ouvindo: Going up the contry- Canned heat)

7,5/10

A procura de  um caminho (nesse caso a adaptação do título ¨The Way¨,se tornou mais carregada de significado na tradução),é um filme de superação própria,como muitos outros que se seguiram,contando com um desacostumado viajante seguindo uma  grande aventura por uma trilha,conhecendo peregrinos e paisagens fantásticas,a formula pode ter se tornado repetitiva,com adaptações periodicas desse tipo de obra literária para a grande tela.

¨The way¨ tem como protagonista um senhor oftamologista ,Tom, (interpretado por Martin Sheen)que recebe a notícia inusitada,que seu filho,o qual a muito havia partido para uma vida de mochileiro,veio a falecer enquanto cruzava uma famosa trilha na Europa o ¨Camino of Santiago¨,após uma série de memórias e conflitos internos,se decide que o melhor a se fazer em honra ao seu filho,Martin,(com aparições pontuais feitas pelo também diretor Emílio Esteves) seria dispersar as cinzas de Martin em locais específicos do trajeto;
Por conta do Plot já batido,com a necessidade da aceleração do texto com planos musicais,e  paradas quase como informes  publicitários de locais de turismo pela Europa,o longa pode se tornar parecido com um simples tele-filme,mas,por conta de protagonistas tão interessantes quanto Tom,que acaba deixando a desejar,com uma atuação superficial,que passa de ranzinza reservado á um já esperado exemplo de vida e amizade na terceira idade,os personagens de apoio possuem arquétipos interessantes,que acabam gerando diálogos interessantes,como um escritor em busca de inspiração,uma mulher desesperançosa e um divertido holandes,explorando diferentes culturas,religiões e valores,o filme acaba se tornando divertido,porém,com qualidade a desejar,já que outros do sub-gênero se tornaram tão carregados de sentimento e fotografia espetacular,como ¨Na natureza selvagem¨(Into the Wild) e ¨Livre¨ (Wild),também baseados em livros, O caminho acaba se tornando ofuscado como uma versão ¨Light¨,evidente em uma trilha pouco inspirada,mas ainda interessante.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Uma história de amor em meio ao caos.(Parte- 1)

O ano era 1942,
Época em que tudo ficou para depois.

Ricardo era um homem deslocado
vivendo em um navio em que torcia para não se ver naufragado.

Adel era uma graçonete constatemente assediada por homens de Quartel.
Com medo do céu e de nunca usar o véu.

Ricardo temia que terminasse a sua sorte,
e que então finalmente se encontrasse com a morte.
Mas não foi com a morte que se encontrou quando finalmente se desperou.
Depois  da tropa vencer a batalha em solo inimigo,foi á um bar com um estranho amigo,era melhor do que ir sozinho e se afogar em vinho;
Esquentar sua garganta  com bebida  parecia uma ideia bem vinda,depois de surpreender a si mesmo ainda estando com vida.

Adel cantava com  grande corpo á mostra,
servia bebida e insistia uma despedida,mas de nada servia.
Em tempos de guerra nada abalava a sua consciência,não enquanto travava uma eterna batalha pela sua sobrevivência.
Não importava o desespero e o desprezo,precisava do dinheiro de marinheiro.
                                          ....

¨I am often understood by those who do not know me and misunderstood by those who know me …¨
-Artur da Távola